Além do STJ, o susto desta vez foi na página do EPROC!


Tecnologia como elemento de mudança em todas as esferas do direito!

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No dia 11 de Novembro de 2020 um hacker invadiu uma página de acesso e informações que leva ao sistema EPROC do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Rapidamente, muitos divulgaram que o EPROC (sistema) foi invadido – visto que a página que tem o link para o sistema principal foi modificada com foto do hacker e dizeres relacionando a justiça ser injusta – o que causou comoções no meio jurídico e fora dele.

Explicando em termos simples o que aconteceu:

  • Tecnicamente, tivemos o que é conhecido como Deface, ou seja, houve um acesso a uma página simples de internet e o hacker mudou esta página;
  • Não houve em nenhum momento invasão clara ou explícita do sistema EPROC;
  • A página voltou ao normal em menos de 60 minutos.

Embora não tenhamos passado de um susto, o alerta permanece, uma vez que algumas perguntas básicas não foram respondidas:

  • Como um hacker conseguiu acesso aquela página de entrada do EPROC dentro dos servidores do TJRS?
  • Se ao invés de querer aparecer ao público, o hacker fosse mais estratégico, ele teria tido tempo para conseguir mais informações e buscar mais detalhes para tentar um acesso ao EPROC ou servidores?
  • Seria mesmo apenas um ataque de Deface ou o TJRS deve se preocupar mais?

Este alerta serve as instituições e particulares em geral: A época não é apenas de Lei Geral de Proteção de Dados ou de se falar de tecnologia! Cada vez mais o crime tem se tornado digital, seja pelo custo (mais barato e menos perigoso), seja pela impunidade maior (temos muito a evoluir em termos de tecnologia na esfera policial para chegar perto do que eles tem produzido.

Processos eletrônicos, com alvarás, recheado de dados que podem ser vendidos (sim, seus dados valem muito dinheiro na deep web), além de outras situações que geram extorsões ou uso mais específico dos dados obtidos, interessam e começam a focar no judiciário os esforços da criminalidade.

E, além de tudo isto, podemos compreender também motivações políticas, de contexto social ou até moral, que demonstram que não existe um local 100% seguro. Entretanto, um Tribunal é muito mais do que um usuário comum e deve se precaver neste sentido.

Quanto a você, usuário do Tribunal, do Eproc e de outros sistemas, além de titular de dados, consumidor e outros predicados: Como tem investido na segurança de seus atos e do seu negócio?

Cada vez mais o presente passa por esta realidade para construir o futuro, seja da advocacia, seja da sociedade.

#Pense e #Aja neste sentido!

 

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